Não sei se você soube, mas vivemos num mundo em que brincamos que o “Obama está lendo nossos e-mails” (e, se você for amigo de um presidente, interino ou não, talvez ele esteja mesmo) e em que empresas como a Vale espionam jornalistas e movimentos sociais. A real é uma só: se vacilarmos, e não precisa de muito, nossa privacidade já era.

Desde que notei isso comecei a procurar alguma alternativa viável ou pensada para alguém que não entende muito de programação ou privacidade na rede. Encontrei alguns aplicativos criptografados aqui ou ali, algum projeto baseado em Linux para desktop, mas nada muito consistente, fácil de usar ou seguro quando o assunto era mobile.

Esta complicação é ainda mais séria para quem se enquadra em certos grupos de interesse como advogados e militantes de direitos humanos, que correm um risco real de sofrer retaliações. Como se comunicar via uma plataforma segura e privativa?

A resposta talvez esteja com o Securegen, atualmente em sua fase alpha, uma distribuição para celulares que quer se colocar como alternativa viável para quem busca a garantia de que ninguém lê suas mensagens – e sem precisar virar um hacker, especialista em informática, cara da TI, Snowden ou algo do tipo.

O sistema está sendo desenvolvido desde 2014 como projeto de pesquisa em privacidade e vigilância pelo Grupo de Políticas Públicas em Acesso à Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. A ideia é proporcionar um sistema operacional em que as configurações básicas sejam as mais seguras possíveis e sem complicar muito a vida do usuário.

Para a missão, os criadores usaram criptografia e uma boa análise das licenças e permissões dos programas escolhidos. O resultado é assegurar que não haja apps que sirvam como cilada – acessem suas fotos e enviem alguns dados seus para o interior da Rússia, por exemplo.

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